A Litens projeta que os sistemas destinados a veículos híbridos representarão metade de sua receita com montadoras até 2030. A fabricante de componentes para motores e sistemas de propulsão mantém uma unidade em Atibaia, no interior de São Paulo, e acompanha a expansão da produção de híbridos no Brasil.
Fornecedor de Atibaia projeta metade da receita ligada à tecnologia até 2030

Atualmente, cerca de 5% do faturamento bruto relacionado às montadoras vem de produtos utilizados em motorizações híbridas. A expectativa é elevar essa participação para 10% até o fim de 2026.
A empresa fornece componentes como tensionadores e polias de isolamento do virabrequim. Esses equipamentos participam do funcionamento do motor e precisam acompanhar mudanças em arquitetura, vibração e gerenciamento energético.
Os híbridos combinam motores a combustão e elétricos em diferentes configurações. Mesmo quando parte da movimentação é elétrica, o sistema térmico permanece presente e demanda componentes adaptados à operação conjunta.
A expansão desse tipo de veículo modifica a cadeia de fornecedores. Empresas precisam desenvolver produtos para novas plataformas sem interromper o atendimento aos motores convencionais que continuam em produção.
Sistemas híbridos ampliam espaço na indústria de autopeças

O investimento envolve engenharia, testes, materiais, ferramentas e linhas de fabricação. As peças precisam atender às especificações de cada montadora e passar por processos de validação antes da produção em escala.
A nacionalização de componentes pode reduzir a necessidade de importações e os prazos logísticos. Também aproxima os fornecedores das fábricas responsáveis pela montagem dos veículos.
O avanço dos híbridos leves participa dessa movimentação. Nessa configuração, um sistema elétrico auxilia determinadas funções e permite recuperar energia, mas não substitui integralmente o motor a combustão.
A Litens espera encerrar 2026 com crescimento de 10% no faturamento bruto da operação destinada às montadoras, alcançando R$ 400 milhões. A projeção está relacionada ao aumento da participação da tecnologia híbrida.
A transformação não ocorre de forma imediata. Veículos a combustão, híbridos e elétricos deverão conviver no mercado, exigindo que fornecedores administrem diferentes famílias de componentes.
O crescimento previsto até 2030 mostra que a eletrificação também altera empresas que não fabricam baterias ou motores elétricos. Componentes mecânicos continuam presentes, mas precisam ser adaptados à integração entre sistemas.






