A Audi apresentou novos detalhes técnicos do A2 e-tron, modelo elétrico compacto que será lançado no segundo semestre de 2026. Na versão de 140 kW (190 cv), equipada com o pacote opcional de eficiência, o veículo registra consumo preliminar de 12,8 kWh a cada 100 quilômetros, conforme o ciclo WLTP. O resultado é obtido por meio da combinação entre aerodinâmica, conjunto motriz, bateria de fosfato de ferro-lítio (LFP) e gerenciamento eletrônico desenvolvido para otimizar o desempenho em condições de uso diário.

Modelo elétrico combina consumo reduzido, nova bateria e carga bidirecional

Divulgação Audi

“Desde que entrei para o Grupo Volkswagen, na década de 1990, o Audi A2 faz parte da minha trajetória. Naquela época, sua versão de três litros já tinha a eficiência como principal característica. É exatamente essa visão que estamos levando adiante com o novo A2 e-tron: eficiência, utilização no dia a dia e um entendimento claro do que os clientes esperam da mobilidade elétrica moderna”, afirma Gernot Döllner, CEO da Audi. Segundo o executivo, a proposta do modelo mantém o motorista no centro da experiência de condução, utilizando a tecnologia como elemento de apoio.

Um dos destaques do projeto é o coeficiente aerodinâmico de 0,24, o menor entre os modelos compactos da fabricante. O desenho da carroceria, com dianteira arredondada, teto de perfil contínuo e traseira definida, trabalha em conjunto com cortinas de ar, elementos que reduzem os espaços ao redor das rodas e entradas de ar ativas. Durante a condução, essas soluções permanecem fechadas para reduzir a resistência ao ar e são abertas apenas em situações que exigem maior refrigeração da bateria e dos componentes eletrônicos.

Divulgação Audi

Segundo a Audi, o conjunto dessas medidas reduz o consumo em até 0,9 kWh a cada 100 quilômetros quando comparado a um veículo equivalente sem esses recursos aerodinâmicos.

O sistema de propulsão também recebeu atualizações voltadas à eficiência. O motor elétrico síncrono de ímã permanente utiliza semicondutores de carbeto de silício na eletrônica de potência, reduzindo perdas de energia. O motor passou a empregar lâminas metálicas mais finas e uma nova configuração do estator, enquanto a transmissão recebeu óleo de menor atrito e relação final de 10,2:1, diminuindo o regime de funcionamento em velocidades mais elevadas.

Audi revela avanços de eficiência do futuro A2 e-tron

Divulgação Audi

A bateria de 61 kWh utiliza células LFP montadas diretamente na estrutura por meio da arquitetura cell-to-pack. Segundo a fabricante, essa solução aumenta a densidade energética, reduz o espaço ocupado e dispensa o uso de terras raras. A estratégia de refrigeração também foi revisada, permitindo eficiência de carregamento de 89,6% em carregadores residenciais.

Outro recurso incorporado ao modelo é o carregamento bidirecional. O sistema Vehicle-to-Load permite alimentar equipamentos externos utilizando a energia armazenada na bateria, enquanto o Vehicle-to-Home possibilita integrar o veículo ao sistema elétrico residencial, transformando-o em uma unidade de armazenamento de energia quando utilizado com equipamento compatível.

A Audi também destaca que o gerenciamento eletrônico monitora continuamente o estado de carga e a condição da bateria por meio de algoritmos específicos para a química LFP. Esse controle atua em conjunto com os sistemas térmicos, eletrônicos e de software para manter o equilíbrio entre consumo, autonomia e desempenho ao longo da vida útil do veículo.

O A2 e-tron será apresentado oficialmente no segundo semestre de 2026, ampliando o portfólio de veículos elétricos da Audi no segmento de compactos.